segunda-feira, 19 de novembro de 2012

28 Atividade 3.1

 Leia o seguinte texto:
- Martins, M. J. (2005). O problema da violência escolar: uma clarificação e diferenciação de vários conceitos relacionados. Revista Portuguesa de Educação, 18 (1), 93-115.

O presente artigo trata de uma revisão de literatura e remete para questões concetuais no sentido de contribuir para uma melhor clarificação e diferenciação de vários conceitos, frequentemente mobilizados quando se fala nas diferentes manifestações de violência escolar. Nomeadamente, são apresentados e discutidos os conceitos de conduta anti-social, condutas agressivas, indisciplina, delinquência juvenil, distúrbio de conduta e bullying. Nesta diferenciação são ainda exploradas as fronteiras entre alguns destes conceitos.

3.1 - Parecendo consensual a diferenciação entre alguns dos conceitos neste artigo abordados, mas dadas as dificuldades em estabelecer fronteiras, onde e como posicionaria o fenómeno (tão complexo e multifacetado) bullying? Em que zonas de confluência?

28 comentários:

  1. O Bullying seria segundo Smith & Morita (1999) uma subcategoria do comportamento agressivo, onde há repetidas vezes a agressão além da incapacidade da vítima em se defender, e a intensão deliberada em afetar, magoar e prejudicar a vítima. Um outro estudo de Baldry e Farrigntons (2000) deixa clara a diferença entre o bullyinge a deliquencia, mostrando a diferença d efaixa etária em que ocorrem os mesmos, além de que a deliquencia juvenil seria uma evolução do bullying.

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  2. Pelo que entendi, podemos concluir que alguém está sofrendo de bullying quando ela é sistematicamente agredida, seja com palavras, fisicamente, com gestos ou outros tipos de agressões e o agressor faz isso deliberadamente, e, ainda sente prazer com o sofrimento da vítma. Mas detectar o caso de bullying entre os adolescentes, principalmente na escola, não é tarefa fácil. O educador precisa estar muito próximo dos alunos e ser de inteira confiança dos mesmos para que eles possam falar sobre o assunto e pedir ajuda.

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    1. Olá Midiã
      De facto, na adolescência é muito mais dificil detetar casos de bullying, nomeadamente porque recorrem muito a estratégias indiretas e relacionais (como a exclusão e o cyberbullying), menos visiveis. Podemos, contudo, estar mais atentos a sinais de alerta que potenciais alunos vitimizados, manifestem.
      Sobre isso falarei mais adiante.

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  3. Eu situaria o fenómeno bullying em todos os fenómenos de violência, mas principalmente na conduta anti-social e conduta agressiva e no 2º nivel de indisciplina uma vez que apresentam carateristicas diretas do bullying em contexto escolar. Sendo que na minha opinião todos, implicitamente, apresentam carateristicas que poderiam ser identificadas no bullying.

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  4. Na raiz do bullying, está de um lado alguém com um sentido de superioridade, de maior poder em relação ao outro; e, do lado oposto, alguém com uma posição submissa, passiva e passivel de se deixar subjugar. É neste contexto que surgem os conflitos entre pares, levados ao extremo, de forma repetitiva e nas suas mais amplas formas (verbal, física, relacional...).
    Para uma melhor compreensão deste fenómeno convém ter esclarecidos conceitos como agressividade, indisciplina, comportamento anti-social, violência, etc. Não estão inequivocamente ligados com o bullying mas é frequente isso acontecer.
    No universo feminino é no campo relacional e psicológico que o bullying tem mais incidência, com recurso à chantagem, manipulação, rumores... Já nos rapazes a agressão fisica e/ou verbal é a mais comum.
    Vários factores podem estar na origem de um bully: baixa auto-estima, viver num ambiente violento e de agressiidade, um disturbio de comportamento, entre outros.
    Nem sempre o bullying se manifesta por uma acção violenta, e é disso exemplo o cyberbullying. Porém, é sempre um comportamento agressivo entre um grupo de pares, neste caso na escola, e implica sempre um individuo que domina e outro que é dominado/inferiorizado.

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  5. Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.
    "É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.

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  6. Bullying é toda a forma de conduta agressiva e repetitiva que acontece entre pares (aluno-aluno) no ambiente escolar e/ou em locais próximos à escola (normalmente, no trajeto entre a unidade de ensino e as residências dos indivíduos envolvidos). Esta forma de conduta agressiva e repetitiva também pode ocorrer de forma virtual, que é denominada cyberbullying.

    Além da característica repetitiva em que a conduta agressiva é frequente, nota-se também que os pares envolvidos no bullying têm sentimentos antagônicos: o agressor sente-se superior, e a vítima, inferior. É notável também que algumas pessoas alternam os dois papéis, sendo em alguns momentos vítimas e em outros, agressor.

    Costumeiramente, o bullying é confundido com outras formas de agressividade, como a violência, a violência escolar, a indisciplina, etc. Por isso, é necessário entender quais são as formas de agressividade e o que gera. Identificar o gênero e a idade de vítima e do agressor, o tipo de vida que estas pessoas levam, a forma de agressão a que são adeptas ajudam a minimizar o problema relacionado. Isso, porque, todas estas variáveis têm impacto direto na forma como o bullying acontece nas escolas.

    Um exemplo disso é a variação das formas de bullying conforme o gênero do agressor: enquanto, na maioria das vezes, os meninos fazem uso da agressão física; as meninas, por sua vez, partem para uma pressão comportamental, agredindo o seu par psicologicamente. Independentemente de ser bullying ou cyberbullying, a conduta agressiva tem um grande impacto na vida dos envolvidos. Partindo do embasamento teórico do texto, pode-se situar o bullying como um fenômeno de violência da categoria antissocial.

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  7. O bullying relaciona-se com a assumção de comportamentos oposicionais e desvio das regras por determinadas crianças/jovens, que se agudiza nos casos de comportamentos anti-sociais.
    O bullying desenvolve-se nas relações conflituosas entre pares. o bullying é sub-categoria dos comportamentos violentos, agressivos, através de uma conduta intencional, voluntária, deliberada, comportamento para causar dano a outro, conduta sistemática e repetitiva que se prolonga ao longo do tempo, assente numa clara desigualdade relacional e de níveis de afeto de poder entre o agressor e a vitima. Cria-se assim um agressor que encontra prazer em insultar, ofender e maltratar a vítima e cuja posição perante os outros colegas se assume de superioridade. A vítima, frequentemente detentora de caraterísticas que potenciam a sua vulnerabilidade (e.g. timidez, traços físicos incomuns, maior sensibilidade), sente-se frequentemente só, abandonada e com receio de contar o sucedido, com receio das represálias.
    Com tudo isto em consideração, podemos distinguir o bullying de outras situações de violência, como o playfight ou a violência pontual.

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  8. Indisciplina, violência escolar, conflito inter-pares bullying e cyberbullying, fenómenos que estão na ordem do dia, quando cada vez mais se pugna pelos direitos e pela proteção da criança.
    Neste contexto os Media tem um papel fundamental na divulgação desta problemática, dando-lhe maior visibilidade.
    Cabe aqui referir a nova forma de bullying, denominada "cyberbullying", uma agressão invisível que deixa marcas profundas e silenciosas na vítima, podendo conduzi-la ao suicídio, tal como recentemente aconteceu com uma jovem adolescente canadiana.
    Em suma, estas condutas anti sociais se forem diagnosticadas e conduzidas atempadamente, poderão ser evitadas, ou, pelo menos, reduzir-se-á a sua incidência, nomeadamente entre os jovens adolescentes.

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    1. Cara Margarida
      É bem verdade que as marcas que o cyberbullying deixam tendem a ser muito mais profundas do que as deixadas por um bullying (chamado tradicional ou convencional) mais direto, onde cada agressão (mesmo que sistemática) ocorreu, passou e nunca mais poderá ser vivenciada. No caso do cyberbullying, cada agressão permanece virtualmente no cyber espaço, podendo ser vivenciada e visualizada infinitamente. Falarei um pouco sobre isso no próximo módulo.

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  9. Está-se a referir a questão do bullying como sendo uma prática de alunos contra alunos. Penso que se está a esquecer o não menos grave (e cuja existência não se deve negar) do bullying praticado por pseudo-professores contra jovens alunos... Este é tão grave como qualquer outro e cai no esquecimento, não é abrangido pelas definições mas pode provocar tantos ou mais danos do que os outros... À formação profissional muitas vezes deficitária junta-se, por vezes, a falta de formação moral que tão graves consequências deve acarretar.

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  10. Penso que para esta definição uma máxima da psicologia é muito útil: intensidade, frequência e duração. Analisando estes factores ajudará a definir casos de violência ou bullying, por exemplo. O bullying pode não ter uma intensidade superior (como referido no artigo existem casos de bullying com violência física, mas não é necessário para a sua definição)mas tem certamente uma frequência e duração longas. Um caso isolado pode ser considerado como um conflito (frequente entre pares ou até inter-geracional)mas eventos repetidos no tempo causarão certamente os efeitos nocivos reconhecidos no bullying.

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  11. O bullying é um fenómeno devastador que abarca todas as classes sociais. Na maioria das vezes ocorre quando o adolescente é mais suscetível ou vulnerável às agressões verbais ou morais que lhes causam angústia e dor, principalmente quando ocorrido em ambiente escolar traduzindo-se como uma forma de exclusão social.
    Conheço casos de bullying que desencadearam anorexia, bulimia, depressão e tive um colega que acabou por suicidar-se, pois não sentia apoio da família nem dos amigos. Eu fui vítima de bullying quando andava no 2.º ciclo durante algum tempo mas procurei auxilio junto da família e da escola e consegui ultrapassar essa fase… Precisámos de estar atentos, ler todos os sinais com que nos deparamos e intervir sempre quando nos apercebemos de comportamentos desviantes ao normal funcionamento da escola.

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    1. "A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota" (Jean-Paul Sartre)

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    2. Caro José
      Tenho apreciado as várias intervenções que tem vindo a publicar, mas particularmente esta citação de Jean-Paul Sartre.
      A derrota, questiono-me eu própria, de que ponto de vista? Do comportamento em si próprio? Quem sai derrotado? O que agride? Para o agressor, trata-se certamente uma derrota, na medida em que reflete um fracasso no desenvolvimento de aptidões sócio-emocionais mais competentes e amadurecidas, E o agredido?
      É curioso como uma pequena frase nos suscita tantos pensamentos...

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  12. Smith e Sharp (1994a) descrevem a vítima de bullying como “(…) not feeling confident in peer interactions in general, having poor self-assertive skills, poor handling of the aggressive reactions in particular, and being much likely to show anxiety in social interactions.”

    Autor consultado: Sharp, S. & Smith, P. K. (1994a)) “How to establish a whole-school anti-bullying policy”. In Sharp, S. & Smith, P. K (1994b) Tackling Bullying in Your School. A Practical Handbook for Teachers, Londres e Nova Iorque, Routledge.

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  13. A identidade da escola pode ser um fator decisivo no combate ao bullying. A escola deve criar um clima(ambiente) o qual se define pela forma como está organizada, como funciona, como garante a comunicação, e não só a informação, como recebe os pais, como solicita a entrada da comunidade envolvente ou como responde aos seus apelos. A escola precisa de ser proactiva e não somente reativa.

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  14. Segundo Smith e Morita, (1999) o bullying é uma subcategoria do comportamento agressivo, isto é, é uma forma de agressividade.

    Concordo com esta posição, no sentido que, sendo a agressividade uma tendência para responder a algo de forma violenta, o bullying será, portanto, uma forma violenta de respota com características muito específicas. Tem a especificidade de ser dirigido sempre à mesma vítima e com alguma frequência.

    O bullying é confundido com vários conceitos referidos no texto como a indisciplina, a conduta anti-social e a delinquência juvenil. Essa confusão é compreensível, uma vez que alguns conceitos podem estar associados ao bullying, no entanto, é importante diferenciá-los e é necessário analisar cada caso, para averiguar as causas do bullying em determinado indivíduo.

    Tal como alguns estudos expressos no texto manifestaram, o bullying pode advir de vários tipos de factores, como o ambiente existente em casa, o facto de sofrer de bullying por parte de outrem, a necessidade de integração no grupo de amigos,etc. Pode ainda manifestar-se de forma direta e física,direta e verbal ou indireta.

    Todos estes fatores devem sera analisados para que se possa compreender a amplitude do problema e, por conseguinte,intervir de foma adequada.

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  15. Creio que o bullying poderá ser considerado como um fenómeno universal, praticado de diversas formas consoante o sexo do agressor (os rapazes optam pela preferencialmente pela violência física enquanto as raparigas seguem uma linha mais emocional), a classe social (quantas discussões não assistimos já devido a uma questão de marcas de vestuário e ostentação de marcas nos espaços escolares...) e o ambiente envolvente. Realço que é um fenómeno já com décadas de existência embora tenha sido potenciado nos últimos anos pelo acesso às plataformas sociais (Facebook, Twitter, Youtube...). Destaco que apesar dos graves problemas que poderão causar a outros alunos, a vertente do bullying a professores também é um fenómeno bem real e em progressão como se pode verificar pelas imagens com que o youtube e outras plataformas nos apresentam.E as consequências psicológicas são tão dramáticas quando ocorre com alunos como com professores.....

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  16. Eu posicionaria o bullying de forma semelhante ao apresentado no Diagrama de Venn, uma vez que implica sempre um comportamento agressivo quer este de manifesto directo ou indirecto, o qual inflige danos físicos ou psicológicos ao outro (única unidade ou grupo).
    Neste sentido,o comportamento agressivo, ao ocorrer inter pares, que normalmente abrange os incidentes que traduzem essencialmente um disfuncionamento das relações formais e informais entre alunos (parceiros de turma e não só), podendo no entanto atingir comportamentos de alguma agressividade e violência (extorsão de bens, violência física e verbal, intimidação sexual, roubo e vandalismo), e, contornos de gravidade de atos delinquentes, é classificado como “Indisciplina”.
    Quando este desrespeito pelo outro leva à violação das normas de uma determinada comunidade, infringindo ou não as leis vigentes, perdura uma conduta anti-social.
    Conforme referido anteriormente, este comportamento agressivo poderá confiscar um determinado grau de gravidade (fora do foro legal), culminando em atos delinquentes. Dependente de quem os pratica (criança, adolescente ou adulto), poderá ser considerado delinquência juvenil.
    No entanto, se esta conduta agressivo sobre o “outro” ou “outros” for reflexo de um diagnostico ou síndrome do agressor (conforme caracterizado DSM IV ), será considerado um distúrbio de conduta.
    Não indeferindo estas diferenciações, e análogo à gravidade que possa tomar, o bullying poderá estar ou não contemplado em todos estes comportamentos agressivos que alguém exerce sobre alguém incapaz de se defender, vulnerável (vitima porque é menos auto-confiante, ou única entre muitos, ou mais nova e/ou menos forte) . Para isso, precisará acontecer de uma forma premeditada, dirigida e repetitiva. O agressor infringe com o objectivo de obter gratificação psicológica, ou estatuto no grupo e ou ganhos financeiros directos, como extrair dinheiro à vitima.

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  17. Em resposta à questão que nos é colocada, e tal como referido no final do texto, considero ser esta uma situação onde a ética e o desenvolvimento moral têm enorme preponderância relativamente às questões propriamente científicas em termos de definição de conceitos.
    Uma vez que o que foi pedido foi para nos posicionarmos em relação aos conceitos apresentados no texto, considero que o Bullying conflui nas zonas da conduta anti-social - uma vez que há o infligir de um dano, com os tipos de conduta agressiva (seja ela reativa, como mecanismo de defesa porque também foram no passado agredidos, seja proativa enquanto manifestação de agressividade - agredir antes de ser agredido, ou agredir para "desviar" a atenção de algo que não se quer visto por outros)e os distúrbios de conduta, enquanto perturbação idiossincrática /diagnóstico de um sindrome.
    Achei curioso não ter sido considerado no texto - talvez por ser mais frequente na idade adulta - e que aqui deixo para discussão, a proximidade deste comportamento/conceito com o de Assédio Moral.
    Ângela Ribas - 21 de novembro de 2012

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  18. Depois de ler o artigo fiquei a pensar se, ao contrário do que se faz, não será mais adequado centrar o objecto de estudo no(s) agressor(es).

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  19. Bullying é um conceito de extrema complexidade e que se situa, em minha opinião, numa "violação" dos direitos de qualquer cidadão, o direito a respeitar e ser respeitado.

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  20. Bullying – actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados com o objectivo de intimidar ou agredir. É uma forma particular de violência entre crianças ou adolescentes, que se desenvolve maioritariamente em contextos de interacção não regulados por adultos, marcado pela utilização de formas de perseguição destrutivas da individualidade da vitima, já que se desenvolve em períodos de tempos prolongados (Sebastião, 2009). Manifesta-se no abuso do poder directo e na vitimação (persistente e prolongada no tempo) de um aluno ou grupo de alunos sobre outro aluno, mais vulnerável (mais novo, mais fraco, menos autoconfiante) e que assume o papel de vítima (Amado e Estrela, 2007).
    Assim, considero que a ausência/indefinição do desenvolvimento moral, as atitudes de conduta contra o social e o desvalorizar do outro estarão talvez na base do aumento das situações de bullying entre s nossos jovens.

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  21. Bullying, em contexto escolar, caracteriza-se pela adoção de atitudes agressivas, por parte do Bully (aluno agressor) que tem como alvo outro aluno que é fisicamente e/ou psicologicamente vulnerável. Este tipo de comportamento é intencional, repetitivo e sistémico. O Bully tem prazer em exercer o seu poder sobre o outro. Caso não seja detetado atempadamente, este tipo de comportamento pode ter consequências muito graves, como a morte da própria vítima.
    No vídeo (disponível em http://www.readymade.com.au/method/previews/index.htm) apresentado pelo Dr Ken Rigby podemos observar vários comportamentos de bullying e algumas das possíveis soluções. Uma delas passa por conversar com todos os envolvidos e consciencializar os Bullies de que o seu comportamento é errado levando-os a assumir o compromisso não só verbal como também escrito de alteração de comportamento.

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  22. Tendo como ponto de partida o diagrama de Venn, parece-me que o conceito mais amplo será o de agressão. Este abarca a agressão física, psicológica e a sexual. Esta última muito comum quando o “agressor” é do sexo masculino e a “vítima” do sexo feminino. No meu ponto de vista, quer o bullying, quer a violência serão subcategorias do comportamento agressivo. No entanto, poderá ocorrer bullying sem ou com recurso à violência. Quando me refiro à violência remeto para situações que provocam danos físicos na vítima. Nem sempre o bullying chega ao dano físico, incidindo maioritariamente no dano psicológico, mas este apresenta-se muito mais doloroso para a vítima, nomeadamente nos casos em que a vítima apresenta alguma caraterística física que a leva a sentir-se diminuída (seja a obesidade, deficiência física motora ou outras situações). No que diz respeito à extorsão de bens, a “vítima” tem consciência de que se deveria impor e é a frustração de não o conseguir fazer que a leva a sofrer ainda mais. O sofrimento da “vítima” de bullying é sempre um sofrimento silencioso, pois esta não tem coragem suficiente para pedir o auxílio de que necessita, chegando mesmo a culpabilizar-se por estar neste tipo de situação.

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  23. Pessoalmente colocaria este fenómeno num contexto de violência física ou verbal embora possa não estar diretamente ligado a situações de indisciplina em sala de aula mas apenas na área de recreio da escola. Claro que pode ser elevado a outros contornos se estivermos a falar de ciberbullying...

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  24. Que tal entre a agressão adaptativa e a violência? Julgo que o situaria aí: entre os jogos de domínio e poder (até a experimentação de capacidades de liderança) e a violência pura, o prazer de fazer mal, de fazer sofrer.
    Mas continuo com dificuldades na definição, ou melhor, na identificação em casos concretos.
    Miúdos hiperactivos e com dificuldades no estabelecimento de relações com os pares criam, algumas vezes, relações em que são agressores mas também vítimas... Como professora continuo com dificuldades na identificação do fenómeno.

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