domingo, 18 de novembro de 2012

29 Atividade 4.1


Leia o seguinte texto:
Stadler, P. & Martins, M. S. (nov. 2011). Bullying: desvendando um conceito. X Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, Brasil.

Neste artigo, os autores, para além de procederem à análise de conceitos limítrofes como o bullying, agressividade, indisciplina e violência, debruçam-se de forma mais específica sobre os comportamentos de bullying, fatores associados e/ou facilitadores e pistas para a sua prevenção. O artigo prossegue sob a forma de debate reflexivo acerca dos contornos, valores e modelos inerentes a uma sociedade em franca mudança, podendo conduzir o leitor a questionar algumas das suas crenças e valores.

4.1 - Face à leitura deste artigo, que ações/medidas/iniciativas sugere para promover nas crianças e jovens de hoje, o desenvolvimento de mecanismos reflexivos face à diversidade?

29 comentários:

  1. Primeiramente acredito numa boa educação de base, como diz a autora " O aluno terá como primeiro exemplo sua família, aprenderá com ela a respeitar seu professor e seus colegas, assim como, conviver com estes e com o restante da sociedade em harmonia".Conviver com os iguais é extremamente fácil, conviver com os diferentes é que é complicado. Acredito que trabalhos em sala de aula sem grupos formados pelos próprios alunos faria com que os mesmos aprendessem a trabalhar em equipe e respeitar seus colegas desde pequenos. O fato de permitirmos que os mesmos escolham seus grupos, incentiva a formação dos mesmos e a excluir os diferentes. Dinâmicas e vivencias de psicodramas em sala de aula tb podem ser propostos para que os mesmos vivenciem o papel dos colegas. além de ser uma atividade diferente e de dramatização que agrada a grande maioria das crianças e jovens, creio que nada melhor do que "sentir na própria pele" o que o outro sente para faze-los refletir sobre a diversidade e como conviver com ela e respeitar o próximo.

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    1. A criança aprende por exemplos, se na família só existe desrespeito, o que fará no convívio escolar?

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    2. É verdade, a criança imita o adulto. Comecemos, então, a educar adultos. Como? Pois é difícil pensar numa solução eficaz...preparemos então os nossos jovens (alunos) para o futuro. Para que quando formarem famílias sejam um exemplo positivo.

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    3. Ainda não li o texto, mas pensando nestas perguntas que surgiram aqui - e que sempre surge na escola em que trabalho - acho que uma das formas de educar os adultos é levá-los para dentro da escola.

      Se os pais fossem mais participativos nas atividades e decisões - ao invés de só ouvir reclamações sobre os seus filhos -, eles mudariam a sua postura, e isso refletiria nas atitudes dos alunos.

      Além disso, a maior participação dos pais na escola também resulta em um número maior de horas que os pais passam com os filhos, fortalecendo a relação familiar.

      O grande ponto é: como fazer os pais se envolverem mais nas atividades que acontecem dentro da escola?!

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    4. A comunidade educativa (professores, funcionários...) têm um papel importante a desempenhar. Não existem receitas melhores ou piores no entanto, por aquilo que tenho lido e pela primeira análise feita, algumas atitudes podem ser tomadas em conta:
      · Observar os alunos, os seus comportamentos e atitudes, analisar quebras repentinas e bruscas no rendimento escolar do aluno (individuo);
      - Promover valores sociais credíveis juntos dos jovens, como a solidariedade, o respeito pela diferença (que já começa no pré-escolar), espaços de diálogo e partilha de ideias...
      - Preservar a escola como um espaço/ambiente favorável à comunicação entre os alunos.
      - O Papel do professor hoje não é mais visto como um mero transmissor de conhecimentos. O papel do professor agora é um papel mediador, conciliador, gerador de conflitos, estabelecedor de pontes entre a escola e a família...

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    5. Boa tarde Mariana,

      Enquanto professor já tive oportunidade de trabalhar com alunos provenientes dos mais variados contextos familiares e geográficos. Nunca tive problemas em lidar com essas realidades pois a partir do momento em que os alunos começam a conhecer-se melhor é uma forma proveitosa de poder ensinar conteúdos de forma indireta a uma turma de alunos. Conhecer diferentes vivências só poderá ser visto como oportunidade de enriquecimento cultural. Enquanto educador temos que saber apelar aos jovens para a solidariedade e curiosidade cultural para dinamizar as relações inter-pessoais. No entanto, creio que o papel da família, na criação de um ambiente favorável à abertura cultural e como base de uma "boa" educação poderá favorecer o ambiente escolar e o trabalho da comunidade educativa no sentido de se criar uma sociedade mais tolerante.

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    6. Congratulo-me com todos os colegas que estao participando deste curso excelente.Quanto a esta questao discutida pelos amigos, eu gostaria de enfatizar que este tipo de comportamento agressivo tambem e replicado de uma forma constante e ampla nos meios midiaticos, principalmente na tv e cinema pois se observarmos bem a programacao que e transmitida para nossos pequenos, veremos que a violencia esta disseminada nestes desenhos atuais, como se fosse algo comum e que temos que tolerar, fora o alto nivel de competitividade que e colocado.Por exemplo, numa serie aparentemente que promove atitudes colaborativas como Glee, vemos este tipo de comportamento de competicao acirrada, agressiva ou entao violando a liberdade de escolha do outro que nao deseja participar do coral da escola.Colegas creio que os exemplos sao exaustivos e deveriamos estar atentos para isto tambem e colocar em de discussao com nossos alunos

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  2. Primeiramente, a forma mais eficaz de desenvolver mecanismos reflexivos face à diversidade começa no seio familiar. Se, tal como podemos ler no documento apresentado para análise, a criança vai reproduzir aquilo que vê em casa, é em casa que tem de haver respeito. A partir daí, se a criança souber o que é o respeito, tiver exemplos do mesmo e conseguir aprender a respeitar, respeitará com toda a certeza. Em segundo lugar, cabe à escola continuar essa batalha. Aqui poderão haver inúmeras ações para combater a diversidade. Poderão ser promovidas palestras , debates, apresentações sobre o tema, por forma a consciencializar os alunos para a existência deste problema. O professor, como agente privilegiado, visto que lida com maior precisão com os alunos, deve fomentar a camaradagem e o diálogo entre ele e as crianças, assim como entre elas mesmas, dando lugar a relações de confiança entre os diversos. Para além disto, a escola deve estar em constante contato com a casa, e com os encarregados de educação, para haver um maior despiste de comportamentos considerados de risco, como o isolamento, a tristeza ou a repressão.

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  3. O ótimo era a escola promover situações de desenvolvimento de competências pessoais e sociais: saber identificar problemas, elencar as várias soluções e respetivas consequências, escolher a que socialmente mais aceitável (pode não ser a melhor para si mas é a que é mais conveniente para todas as partes envolvidas); saber descodificar a linguagem não verbal; saber defender os seus direitos/opinões sem para tal agredir os outros. Todas estas competências, tal como as mensagens anteriores já referiram, são aprendidas através da interação com os outros e, se esses "outros" derem exemplos positivos, o "treino" das respostas/reações corretas é facilitado. Por vezes o que acontece é que se a escola não permitir este "treino" o aluno não tem outro ambiente onde possa aprender a reagir de forma socialmente correta.

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  4. Medidas? Educar os pais. A educação começa em casa. A escola não devia ter, como função, educar e sim formar.
    Se os pais não assumem a educação dos seus filhos, algo deve ser feito quanto a isso...

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  5. Pais e Encarregados de Educação esclarecidos relativamente à incidência destes fenómenos e às suas consequências nos jovens adolescentes, em processo de formação da sua identidade; técnicos de educação habilitados para descodificar os sinais mais recorrentes nas vítimas de violência, ou de bullying, e disponíveis para auxiliar os jovens agressores, ou as vítimas de agressão, docentes destacados para trabalhar com os alunos, em atividades extra curriculares, as questões do bullying e da violência, todos estes atores poderão dar um contributo inestimável na prevenção e no desenvolvimento de mecanismos reflexivos face à diversidade existente nas escolas atuais.

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  6. O bullying tem, no meu ponto de vista, origem nas desigualdades sociais. Desigualdades essas que, infelizmente, não nos cabe a nós pôr fim. No entanto, como educadores, podemos e devemos intervir no sentido de minimizar os efeitos destas mesmas desigualdades, sendo o bullying, um desses efeitos. É óbvio que o contexto familiar é de extrema importância, tornando-se complicado obter resultados quando em casa se desenvolve um trabalho inverso ao que pretendemos. No entanto, é possível intervir em ambas as vertentes.

    Destaco medidas operacionais como a realização de reuniões e atividades com os encarregados de educação, no sentido de os sensibilizar para esta temática e para a adoção de comportamentos que não potenciem o bullying. A adesão dos pais é sempre algo difícil de prever, sendo importante estimulá-los nesse sentido, com um lanche ou qualquer outra medida pertinente.

    Quanto aos alunos, é importante, desenvolver atividades diversificadas durante todo o ano lectivo. Existem vários tipo de atividades que auxiliam em vários pontos importantes a ter em conta para intervir perante esta temática. É importante fazer uso delas e ir trabalhando de acordo com os resultados que se vão obtendo.

    Todas as atividades, terão em comum o objetivo de estimular a criação de valores, conduzir à adoção de comportamentos cordiais,promover o diálogo e a aceitação da diferença, gerar situações de conforto e segurança no contexto escolar.

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  7. 4.1. O aluno terá que receber uma educação conveniente na sua casa, não é se que escola devia ter, como função, educar e sim formar, mas a abertura à perspetiva de que os agregados familiares contemporâneos não têm muito tempo para lidar com os filhos e como forma de compensar essa ausência “subornam-nos” com prendas em situações imerecidas (inclusive em situação de resultados escolares insatisfatórios) e noutros casos os pais não têm capacidade psicológica para lidar com situações de desemprego, e outras carências e simultaneamente educar os filhos. Ora, se os pais não assumem a educação dos seus filhos, a escola terá de assumir (temporariamente ou não) o papel que estava reservado tradicionalmente à família, de educar as crianças com base nos valores de uma cidadania responsável e competente, desde que, lhe sejam facultadas as ferramentas e instrumentos necessários (professores, terapeutas, psicólogos…). Uma das formas de reconquistar os Enc. Educação para o papel da escola é levá-los para dentro da escola, mostrar o tipo de trabalho realizado, embora sem permitir comportamentos desviantes a um correto desenrolar das atividade letivas ou extra-curriculares. Os pais têm que ser mentalizados que se fossem mais participativos nas atividades e decisões da escola dos filhos - ao invés de apenas comparecerem para ouvir as reclamações sobre os seus educandos, eles mudariam a sua postura, e isso refletir-se-ia nas atitudes dos alunos. A grande vantagem é que com a maior participação dos pais na escola também resultaria num maior número de horas que os pais passam com os filhos, fortalecendo a relação familiar, como mencionou um colega anterior.
    O papel do professor hoje é dia não passa apenas por lecionar mas por ser um foco aglutinador de responsabilidades aos mais diferentes níveis e terá necessariamente que passar pela análise do comportamento e resultados académicos dos alunos e maior inter-relação com os E.E., gerir conflitos e sanar os mesmos, ser um foco de interesse para os pais e não apenas encarado como o portador de más notícias….

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  8. Uma vez há muito tempo li um artigo do Prof. José Morgado onde dizia que nascemos originais e morremos fotocópias!
    Em meu entender, as desigualdades sociais refletem-se no bullying e poderão estar de alguma forma subjacentes, na medida em que são semeadas no "terreno fértil" que é a falta de identidade e de auto-estima dos mais jovens.
    Para nos “fotocopiarmos” temos que formatar, que significa preparar determinado suporte para receber informação, e pressupõe por si uma recepção passiva. É esta em regra a expectativa – que as crianças e os jovens recebam passivamente a informação e a armazenem, comportando-se claro em conformidade com as “instruções” que receberam.
    Em contrapartida, ensinar a pensar, é ensinar a questionar, a contrapor, a criar… é ensinar ao inconformismo e isso obriga e obriga-nos a “mexer”, tornando-se por isso incómodo numa vida já de si tão agitada e com tantos desafios psicológicos, em que tantas vezes queremos é que tomem conta de nós e nos deixem sossegar!
    Perceber que a nossa riqueza está na nossa diferença, e que somos todos iguais apesar de diferentes não é algo que faça por si só sentido no mundo em que vivemos.
    Porque será que a aceitação social depende do que se veste, do que se tem, e não do que se é? Remete-nos para a velha questão do Ser e do Ter!
    Pensar nisto, como na Alegoria da Caverna, em que temos uma viagem para fazer ao longo da vida para chegar ao conhecimento de nós e dos outros, leva-nos a questionar e procurar mais no sentido do inconformismo.
    Ensinar a pensar, não é esse o grande desafio da Filosofia? Então porque não ser ensinada/utilizada desde os primórdios da escolaridade?
    Li uma vez um artigo muito interessante sobre “A Filosofia de Bibe” e achei uma excelente ideia que devia de ser posta em prática!
    Enquanto tal não acontece, cabe-nos a nós, educadores – profissionais ou não – de questionar e ensinar a questionar para que nos pensemos enquanto seres ricos e únicos.
    Só dessa forma, se poderá esbater a necessidade de agredir ou de ser agredido.
    Há muito que digo, que só os infelizes precisam de fazer mal!

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  9. Em minha opinião são fundamentais o diálogo e o exemplo. Se à criança/adolescente não são explicadas as implicaçoes dos seus atos, a criança age apenas. É fulcral que no seu nucleo familiar e escolar lhe seja ensinado a pensar e a reflectir sobre os seus atos , suas consequências e implicações.E muito importante não seja dito algo e observado o oposto!

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  10. os adolescentes devem em familia desenvolver a capacidade de se auto-defender, desenvolver a sua auto-estima e desse modo criar mecanismos de defesa que o ajudaram a lidar com os problemas do dia a dia sem receio das atitudes dos seus pares e sem se sentirem inferiorizados.

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  11. Foi-nos proposto refletir centrando-nos no âmbito da escola. Assim, penso que esta devia promover ações concretas conducentes ao bom relacionamento na diversidade, ultrapassando por vezes meras conversas sobre o assunto, que os jovens esquecem ao sairem da sala de aula. Por exemplo, desde cedo promover a cortesia, a solidariedade e entreajuda, todos os dias, com observação direta por parte dos professores e auxiliares que detetariam nos alunos indícios de "desvios" comportamentais a corrigir nestas áreas.

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  12. O que se vai constatando é que os jovens de hoje são, na sua maioria, provenientes de famílias destruturadas, também elas praticantes de vários tipos de agressão. Nomeadamente encontramos muitos casos de agregados monoparentais que usam os filhos como isco nas suas relações com o ex-parceiro. Ainda que involuntariamente, os pais estão a abrir precedentes para os seus filhos virem a pertencer ao grupo dos “agressores”, uma vez que estes vão crescendo dentro dessa realidade. A separação de casais deveria ter um maior acompanhamento de técnicos de proteção dos jovens e algum trabalho de gestão de conflitos com os adultos.
    Parece-me que deveríamos implementar nas nossas escolas mais projetos com uma vertente formativa/ avaliativa. Ou seja, um grande número de alunos frequenta a escola, mas sem qualquer projeto de vida e cujos conteúdos escolares em nada os motivam. Deste modo e nestes casos, este tipo de aluno deveria ter a possibilidade de se envolver em projetos relacionados ao mundo das artes, do desporto ou de áreas mais práticas. A minha experiência já me mostrou que alguns destes alunos mais “agressivos” quando lhe são atribuídos papéis mais ativos no contexto escolar, ou quando inseridos em projetos que vão de encontro com os seus gostos pessoais mudam a sua postura e consegue-se mais facilmente chegar até eles. No entanto já temos alguns projetos, mas os alunos ficam sempre com a ideia que até se esforçaram, mas os seus resultados escolares continuam baixos e não viram o seu desempenho no projeto a ser valorizado para a sua avaliação. Penso que se deveria encontrar uma forma de os alunos poderem capitalizar o seu desempenho nos projetos para a sua avaliação escolar. Seria possível transmitir que apesar da diversidade, cada aluno tem o seu potencial e a sociedade apoia a diferenciação de potenciais. Se na maioria dos casos o “agressor” corresponde ao aluno com resultados escolares muto baixos, este passaria a fazer sobressair o seu lado positivo e não recorreria à “agressão” como forma de destaque no contexto escolar.
    O nosso trabalho como educadores poderá passar por trabalhar não só com as “vítimas” e os “agressores”, mas enfatizar o papel quer dos pais, quer dos “observadores”. No entanto é verdade que muitos dos pais negligenciam as suas funções de educadores e não colaboram em nada com a escola, não devemos baixar os braços e continuar a nossa batalha de os fazer compreender que o amor e acompanhamento dado aos filhos será a maior riqueza que lhes poderão dar e o melhor instrumento para enfrentarem as adversidades da vida. Por outro lado, são em muitas das situações os “observadores/colegas” que vão à escola e é com eles que vamos podendo contar. Há que fazer um bom trabalho com estes, promovendo sempre aqueles que demonstram preocupação para com os seus pares. A mensagem que deve passar é que se “hoje” são eles que se preocupam com os outros, um dia poderão ser eles a precisar que os outros se preocupem com eles.

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  13. • Gostaria de partilhar o livro Cartas de Beatriz de Maria Teresa Gonzalez, este é um livro excelente a utilizar na aula de Português do 2 e 3 Ciclo. A autora recorreu ao texto carta para abordar o tema bullying. Neste livro a protagonista, vítima” de bullying, encontrou nas cartas, que foi escrevendo ao seu pai, o meio para exprimir os seus sentimentos. Estas cartas só chegaram ao destinatário muito mais tarde, quando o problema estava já identificado.
    • Eu já trabalhei esta obra numa turma de 6 ano, numa escola bastante problemática e apercebi-me de a obra conseguiu “abanar” os alunos para este problema. Os alunos foram-se identificando com a protagonista em pequenos episódios que foram aparecendo. Também eles manifestaram que em muitas situações se sentem sós, apesar de residirem com ambos os pais ou num agregado monoparental. O dia-a-dia é muito agitado e os adultos embrenhados nos seus problemas relativizam os problemas ou angústias dos filhos. O que vai acontecendo é que a criança depreende que o adulto está muito ocupado e que deverá guardar para si os seus problemas não podendo sobrecarregar o adulto com mais problemas. Cada vez mais os jovens se isolam no seu quarto com o seu computador, os seus jogos, as suas músicas e o adulto não vai tendo a perceção das suas vivências.
    • A sociedade de hoje exige cada vez mais das nossas crianças/jovens, de estes esperam-se excelentes resultados escolares, um bom desempenho nas atividades extra-curriculares, que sejam tolerantes e compreensivos para com as ausências dos pais/educadores, que se preparem para o futuro para virem a ser brilhantes e ganhar muito dinheiro. A sociedade não tem tempo, nem disponibilidade para aqueles que não conseguem acompanhar este ritmo. Muitos assimilam a sua ”fraqueza” e muitas das vezes a frustração vai-se apoderando, tornando-os ou em jovens revoltados e, em alguns casos mesmo, violentos, ou em jovens inseguros e com uma baixa auto estima.

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  14. Penso que das várias intervenção fica claro algo que defendo - é necessário uma grande interligação família-escola. Algo difícil de concretizar no modelo de sociedade atual em que o relógio comanda.

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  15. Para que as crianças e os jovens de hoje convivam harmoniosamente numa sociedade multicultural e inclusiva é necessário que a educação em contexto familiar promova valores como o respeito, a dignidade, benevolência e que estes sejam reforçados na escola na medida em que o aluno tem como primeiro modelo a família. Se esta promover estes valores, o aluno aprenderá a respeitar os professores, os colegas e os restantes membros da sociedade para estabelecer interações harmoniosas e equilibradas.
    Em contexto escolar podem ser promovidas várias ações com o fim de alterar ou prevenir comportamentos desadequados como, por exemplo, desenvolver e implementar políticas de segurança que expliquem o que é o Bullying e consciencializem a comunidade educativa de que é um comportamento errado e intolerável. Outra medida poderá ser incluir explicitamente o bullying no regulamento interno e nas regras de saber estar quer na sala de aula quer fora desta. Por fim, também se podem promover ações na área do Projeto da Saúde e em OC, por exemplo, que promovam a prevenção do Bullying.

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  16. Sou professora há quase vinte anos,e tenho vindo a verificar que os nossos jovens tendem a ser cada vez mais agressivos uns com os outros e com professores, auxiliares e mesmo com a própria familia. Vivenciamos situações de grande desestruturação nas famílas, os valores que nos eram incutidos a nós desde muito pequenos, hoje em dia não se verificam, o consumismo é muito á nossa volta, e tudo o que os nossos jovens veem eles querem ter, seja a qualquer custo. Os pais muitas vezes jovens já sem esses volares e principios, não os podem transmitir aos seus filhos. Existe muita violência doméstica, presenciada pelos menores, são crianças muitas delas vitimas também, que não conhecem outra realidade. A escola não consegue responder de forma satisfatória a tantas situações graves que assistimos. Também posso verificar que não há punições suficientemente eficazes capaz de intimidar adultos e jovens, para que estes reflitam sobre os seus atos, consequências nas suas e vidas eos leve a pensar de uma outra forma, mais correta e mais honesta. As ações de formação para alunos, professores e encarregados de educação são sempre bem vindas. O que acontece é que quem mais necessita desse tipo de ajuda, não comperece.

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  17. http://www.youtube.com/watch?v=SJF50kwwRJE
    Visualizar este link deu-me muito que pensar!
    A educação de facto começa no seio familiar...
    O individualismo, cultura dos tempos modernos, propiciou essa prática, onde o ter é muito mais valorizado que o ser, com distorções absurdas de valores éticos. Vivemos a grande velocidade, com grandes mudanças em todas as esferas sociais. As crianças tendem a viver em sociedade de acordo com os modelos domésticos. Muitos deles não se preocupam com as regras sociais no convívio coletivo e nem sequer se preocupam com as consequências dos seus atos. A instituição escolar é corresponsável nos casos de Bullying, pois é nela que os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes.
    A escola deveria proporcionar atividades de aprendizagem a conviver em grupo, a respeitar as diferenças, a entender o verdadeiro sentido da tolerância nos relacionamentos interpessoais, que os norteiam para uma vida ética e responsável. Atualmente, a escola falha neste aspeto na medida em que o número estatístico das boas notas em percentagem se sobrepõe a boa convivência entre os indivíduos.

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    1. “A família não impõe limites!", "É a televisão que educa as crianças.", "Eles não querem fazer nada, não têm jeito!"
      Quantas vezes já ouvimos ou dissemos estas frases?
      Não há dúvidas de que boa parte do problema passa mesmo pela família, ausente e desestruturada, pela televisão, com programas pouco educativos (programas de violência, “casa dos segredos”…) e pelo próprio jovem, cujo caráter ainda está em formação.
      É impossível falar de indisciplina sem pensar em autoridade. E é impossível falar de autoridade sem fazer um parêntesis: a autoridade não é dada de mão beijada, mas é algo que se constrói. Ter autoridade é muito diferente de ser autoritário. Dizer "não faças isso!", ameaçar e castigar são atitudes inúteis. O aluno precisa aprender a noção de limite e isso só ocorre quando ele percebe que há direitos e deveres com os quais se confronta no estatuto do aluno.
      Um professor autoritário...
      ... exige silêncio para ser ouvido;
      ... pede tarefas descontextualizadas;
      ... ameaça e pune;
      ... quer que a classe aprenda do jeito que ele sabe ensinar;
      ...não tem certeza da importância do que está ensinando;
      ...quer apenas passar conteúdos;
      ...vê o aluno como um a mais.
      E um professor com autoridade?!
      Um professor com autoridade...
      ... conquista a participação com atividades pertinentes;
      ... mostra os objetivos dos exercícios sugeridos;
      ... escuta e dialoga;
      ... procura adequar os métodos às necessidades da turma;
      ... valoriza o conteúdo de sua disciplina na construção do conhecimento;
      ... adapta os conteúdos aos objetivos da educação e à realidade do aluno;
      ... vê o aluno como um ser humano.

      Fonte:
      Indisciplina: Um Signo Geracional, Daniel Sampaio, publicação do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação de Portugal, disponível no site www.iie.min-edu.pt/biblioteca/ccoge06/

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  18. Todos os atores da comunidade educativa deverão ter um papel ativo na criação de mecanismos que possam reduzir ou mesmo eliminar o fenómeno bulying em contexto escolar. A escola é um espaço multicultural, onde a diversidade e a inclusão social são características na nova sociedade, por isso, os valores, interesses, preconceitos e conceitos interiorizados são muito díspares. Este é o ponto de partida para o aparecimento da indisciplina. Os alunos não “sabem estar”, não cumprem as ordens, não respeitam professores, educadores ou mesmo os seus pares, e portanto não respeitam a diversidade.
    Em primeiro lugar é preciso clarificar os conceitos de violência, indisciplina, bullying, poder, omissão, depois a escola deverá ter um espaço de reflexão sobre os comportamentos, verbais ou físicos que as crianças tiveram e finalmente deverão ser desencadeados mecanismos que permitam a modificação dos seus comportamentos, nomeadamente a maior responsabilização de pais, encarregados de educação e família em geral.

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  19. Toda a comunidade educativa deve ter um esforço ativo no sentido de integrar de forma similar todos os alunos, independentemente do seu background social ou económico. Os alunos deverão ter o apoio não só dos professores e funcionários administrativos mas e em especial do seu contexto familiar. Caso este contexto familiar não seja propício ao melhor desenvolvimento do aluno, enquanto cidadão ativo, então a escola deverá fazê-lo, através da colaboração com outras entidades parceiras de projetos (associações de jovens, religiosas, integração social...)no sentido de proporcionar competências similares aos alunos, que de outra forma, se sentiriam excluídos do processo educativo e de aquisição de competências.

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  20. Independentemente da possibilidade dos pais/EE poderem acompanhar o seu educando, creio que deveria impôr regras e não permitir que fosse a TV, Internet e as consolas a educar os seus filhos. Tudo tem o seu espaço, mas devidamente enquadrado e colocado de forma pertinente ou educativa para o jovem e de acordo com a sua idade.

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  21. Numa sociedade dita democrática, a Escola é para todos: um sítio onde todos somos iguais na medida em que as nossas diferenças devem ser respeitadas e nos devem ser dadas as ferramentas de que cada um necessita para ser feliz. O problema é que a nossa democracia é, de facto, a ditadura do capitalismo que valoriza o sucesso individual e não a solidarieadade e o progresso colectivo. Acho que é nesta ideia que deve basear-se a nossa luta contra o bullying. E julgo que uma das formas de o fazer é debatê-lo claramente no seio das escolas mas tentando chamar a atenção das famílias para a necessidade da inversão de alguns valores educativos e procurar envolvê-las no processo. Acho que se deve também reforçar que a escola não se substitui à família, e nem é esse o seu papel, na educação das crianças.

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